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24 de julho de 2013

O mundo: Prisão sem grades

 Sou daqueles que defendem a afirmação: A televisão nubla a mente. Mas sou suficientemente sincero quando digo que existem belas obras como o filme que acabo de assistir e que tomei a liberdade de tomar parte de seu nome para intitular este post.
 Não pretendo resumir este filme ou debate-lo. Quero levantar uma ideia que este filme me aguçou. O poder do mundo, mais especificamente as relações do poder no controle da mente humana. O que este poder influencia em nossas vidas e nos faz verdadeiros escravos de sistemas.
 Nossa vida é composta por diversos sistemas, família, faculdade, trabalho, igreja, e em todos eles sofremos influencia devido ao poder que estes exercem sobre nossos corpos e mentes. E não somos capazes de ver que nos tornamos prisioneiros.
 As famílias trabalham em nosso desenvolvimento de meros fetos a semi-adultos ditos responsáveis pelos seus atos, mas em que em sua maioria se tornam a replica de seus pais, pois esses são por cerca de vinte anos moldados sua imagem e semelhança, feitos para respaldarem seus desejos e sonhos não realizados  e quando perguntados vem com a bela frase: Queremos que eles sejam tudo que não fomos. Isso, meros fantoches.
 Nos “libertamos” passamos para faculdades e começamos a trabalhar. Doce ilusão, começamos a ser regidos primeiramente por ideias que perpetuam há séculos, literalmente, os grandes estudos sobre emoções e comportamento, por exemplo,  são meramente repetidos desde seus primeiros estudos, somos robôs programados. E o trabalho, ciclo da existência, respaldado na bela frase: o trabalho que dignifica o homem. Este cria os escravos felizes, que focam quase dois terços de seus dias (só para lembrar, dormimos o um terço restante).
 Por fim as igrejas, estruturas tão humanizadas que pouco se vê de Deus, um belo chamariz para idealistas, que rapidamente são corrompidos pela bela ilusão de poder “devotadas à suas mãos por um Ser mais alto ou evoluído”. Quando então passam a impor seus desejos e vontades e quase exigem o mesmo tratamento dados aos deuses foco da adoração dos seus súditos.
 Exibi um pequeno micro mundo que muitos de nos encaramos em nossas vidas. E destaquei o “lado escuro” destas, para poder clarear a dominância desses sobre quem somos e  como somos manipulados. Mas no fundo parece que gostamos, porque continuamos nesse ciclo e se o deixamos somos ditos como loucos.
 Acho que depois de postar isso serrei nomeado como rebelde, anárquico, ou louco. Mas pouco me importo, talvez este seja o primeiro passo rumo  a tão sonhada liberdade . Apenas espero que ao menos analisem suas vidas e vejam se são senhores dominantes ou prisioneiros passivos deste mundo.

Pedro Ivo

* Segue link do filme A ILHA – UMA PRISÃO SEM GRADEs


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