O
mundo: Prisão sem grades
Sou daqueles que defendem a
afirmação: A televisão nubla a mente. Mas sou suficientemente sincero quando digo
que existem belas obras como o filme que acabo de assistir e que tomei a liberdade
de tomar parte de seu nome para intitular este post.
Não pretendo resumir este
filme ou debate-lo. Quero levantar uma ideia que este filme me aguçou. O poder do
mundo, mais especificamente as relações do poder no controle da mente humana. O
que este poder influencia em nossas vidas e nos faz verdadeiros escravos de
sistemas.
Nossa vida é composta por
diversos sistemas, família, faculdade, trabalho, igreja, e em todos eles
sofremos influencia devido ao poder que estes exercem sobre nossos corpos e
mentes. E não somos capazes de ver que nos tornamos prisioneiros.
As famílias trabalham em
nosso desenvolvimento de meros fetos a semi-adultos ditos responsáveis pelos
seus atos, mas em que em sua maioria se tornam a replica de seus pais, pois
esses são por cerca de vinte anos moldados sua imagem e semelhança, feitos para
respaldarem seus desejos e sonhos não realizados e quando perguntados vem com
a bela frase: Queremos que eles sejam tudo que não fomos. Isso, meros fantoches.
Nos “libertamos” passamos
para faculdades e começamos a trabalhar. Doce ilusão, começamos a ser regidos
primeiramente por ideias que perpetuam há séculos, literalmente, os grandes
estudos sobre emoções e comportamento, por exemplo, são meramente repetidos desde seus primeiros
estudos, somos robôs programados. E o trabalho, ciclo da existência, respaldado
na bela frase: o trabalho que dignifica o homem. Este cria os escravos felizes,
que focam quase dois terços de seus dias (só para lembrar, dormimos o um terço
restante).
Por fim as igrejas, estruturas tão humanizadas
que pouco se vê de Deus, um belo chamariz para idealistas, que rapidamente são
corrompidos pela bela ilusão de poder “devotadas à suas mãos por um Ser mais
alto ou evoluído”. Quando então passam a impor seus desejos e vontades e quase
exigem o mesmo tratamento dados aos deuses foco da adoração dos seus súditos.
Acho que depois de postar
isso serrei nomeado como rebelde, anárquico, ou louco. Mas pouco me importo,
talvez este seja o primeiro passo rumo a
tão sonhada liberdade . Apenas espero que ao menos analisem suas vidas e vejam se são senhores dominantes ou prisioneiros passivos deste mundo.
Pedro Ivo
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